sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ESPIONAGEM E O GOVERNO DILMA


ESPIONAGEM AMERICANA E O GOVERNO DILMA
         Edward Snowden, ex-funcionário da NSA (Agência Nacional de Segurança), lançou documentos, via Weakleaks, veiculando ações orquestradas pelo governo dos EUA concernentes à obtenção de informações em variados graus e países no âmbito empresarial, energético político e tecnológico. As confusões e o mal-estar gerados pela espionagem deixou o presidente Obama em uma situação politicamente delicada, principalmente devido às tentativas fugazes de explanar ao mundo as razões pelas quais os Estados Unidos necessitam espionar, mesmo com relação a nações aliadas. De fato, a primeira – ministra Angela Merkel teve por quase uma década o grampeamento de suas interlocuções com outros pares.
            O Brasil, segundo Snowden, fora alvo da espionagem norte-americana, culminando com o cancelamento da visita da presidente Dilma Roussef a Washington no final de 2013. De acordo com o cientista Moniz Bandeira, radicado na Alemanha, a finalidade dos americanos é a de extrair informações na área do Pré-Sal, investigando dados valiosos da Petrobras. A presidente Dilma vociferou reiterando traição por parte dos Estados Unidos pelo fato de que somos aliados e não adversários políticos dos americanos, alimentando a sanha da ala antiamericana do PT a rever laços comerciais com Washington. No entanto, observando mais detidamente esta questão, podemos concluir que os nossos governantes apenas reclamam da ação espiã dos EUA e não esboçam uma reação a este estado de coisas. Por que não promovemos o que se chama de contraespionagem, ao invés de somente denunciarmos o que é feito em relação às ações espiãs? Deste modo, somos uma nação que coloca a imagem de vítima deste tipo de situação.          
            O especialista da Polícia Federal Wladimir Brito, realizando pós-doutorado na área de informação com vários outros cursos paralelos, defende a concepção de que o Brasil precisa modificar o paradigma no âmbito da inteligência de forma a consolidar o aparato da contra inteligência, embora exista uma estrutura que possa no futuro facilitar a obtenção de informações por parte principalmente do exército e mesmo da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Entretanto, é preciso ter uma mentalidade de que a consolidação do projeto para evitar a espionagem demore algumas décadas, ou seja, é necessário que esta mentalidade seja em longo prazo. Para isso acontecer é preciso que a sociedade tome conhecimento da preponderância de se investir na área da informação, assim como, o Ministério da Defesa criou as escolas de defesa que já têm atuação definida por cronograma. Enquanto o Brasil planeja enfrentar o desafio da espionagem, o mundo se insere plenamente no universo das informações, como também, no modo que elas serão obtidas daqui para frente, mais aperfeiçoadas a cada dia. Os Estados Unidos detêm o monopólio nas telecomunicações através das privatizações feitas nos idos da década de 1990, principalmente no Brasil, tornando o país dependente de quaisquer informações em muitas áreas do conhecimento, de acordo com Marco Antônio dos Santos, que trabalhou no serviço de inteligência do exército, a telefonia no Brasil está nas mãos de transnacionais, e, portanto, devemos refletir acerca da possibilidade de se construir satélites com tecnologia própria. Isto significa que os órgãos que captam informações em diversos terrenos de outros governos têm acesso direto a dados estratégicos fundamentais. Desta maneira, Rubens Ricúpero, ex-embaixador do Brasil em Washington é unânime em afirmar que o Brasil necessita se destacar no avanço tecnológico da contrainformação urgentemente, pois, por diversas vezes a sede de nossa embaixada teve todos os seus telefones grampeados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário